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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Agricultura: Produtores estudam viabilidade da fabricação de etanol a partir do excedente da safra de milho.

Produtores do Mato Grosso estudam a utilização do excedente da safra de milho para a produção de etanol. O projeto da Associação dos Produtores de Soja do Estado, que deve contar com a parceria da Embrapa, busca encontrar soluções para eliminar a ociosidade das usinas de biodiesel mato-grossenses, além de agregar valor à produção de milho do Estado, que tem sobra anual de mais de seis milhões de toneladas.

O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, ressalta que a ideia é criar usinas de produção flex, com etanol e biodiesel.

- Podemos aproveitar reatores e caldeiras, que são equipamentos que existem nas usinas de Biodiesel, onde adicionamos alguns equipamentos e elas poderiam ser flex, tanto com biodiesel quanto com etanol - explica.

A Cooperativa Agroindustrial do Parecis, no município de Campos de Júlio, será a base da experiência. Se a viabilidade econômica for comprovada, a produção pode se estender para 40 usinas com potencial para processar juntas dois milhões de toneladas de milho. Silveira afirma que o combustível pode ser usado não só pelo consumidor urbano, mas pelos produtores nas propriedades.

- Vai ser inadmissível a gente produzir alimento utilizando o diesel. Os produtores deste país precisam pensar em máquinas e equipamentos que sejam flex também - ressalta Silveira.

O modelo de utilização do milho para a produção de etanol é inédito no Brasil. O uso do grão para o combustível é feito pelos Estados Unidos, que destina grande parte da produção para o etanol.

No Brasil, o modelo mais comum é o da cana-de-açúcar. Este é o modelo que vem sendo implantado por produtores do Rio Grande do Sul. O projeto de agroenergia gaúcho visa tornar o Estado autossuficiente na produção de combustíveis. Atualmente o álcool é importado de outros Estados, o que encarece o produto para o consumidor final.

O assistente técnico da Emater, Alencar Ruggeri, comemora o fato de que outros modelos energéticos estão surgindo.

- O que estamos fazendo no Rio Grande do Sul usa também um pouco da tecnologia no Centro-Oeste. É a experiência também que usamos do sorgo grão para a produção de etanol. E que bom que tenhamos no país essas oportunidades de termos diversas matérias-primas - diz Ruggeri.

Outros modelos de produção de etanol, como com a mandioca e a batata-doce, vão ser discutidos a partir desta terça, dia 10, durante o Simpósio Estadual de Agroenergia, na sede da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas.

Fonte:RÁDIO GAÚCHA.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Aquecimento Global.

Conheça o exemplo de empresas que preservam o meio ambiente:

O aumento na produção e consumo de veículos não é uma particularidade dos grandes centros urbanos mundiais. Em Caxias do Sul, por exemplo, a frota de veículos aumentou em quase 100 mil, em sete anos. Conforme dados do Departamento Nacional de Trânsito, em 2001 o município tinha 131.289 veículos, entre automóveis, caminhões, tratores, caminhonetes, microônibus, motocicletas, ônibus, utilitários, entre outros. Em 2009, o município aumentou a frota para 221.736 veículos. Apesar das pesquisas e desenvolvimento de novas baterias, células de combustível, motores flex, biodiesel e etanol, existem poucos incentivos governamentais quanto a formas de diminuir a circulação de veículos, a fim de diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera. Ao contrário, se reduz impostos para facilitar a compra deles. Na contramão de toda essa onda de consumo de carros novos, a Marcopolo - líder no mercado nacional e uma das maiores fabricantes mundiais de ônibus lançou em fevereiro a campanha “Ande Mais de Ônibus”. A iniciativa também teve lançamento nacional em abril e internacional em maio. A empresa também é certifica pela ISO 14001, que prevê ações de preservação ao meio ambiente. De acordo com o gerente de marketing da Marcopolo, Valter Cruz, a campanha tem como objetivo reduzir a frota de veículos em circulação para beneficiar o trânsito e melhorar a qualidade de vida das pessoas, que vão poluir menos se evitarem o uso dos transportes individuais, como motos e automóveis.

Conforme Valter Cruz, um estudo feito na Alemanha aponta que a média de ocupação mundial é de 1,2 passageiros por automóvel. Ele calcula que se ao invés de elas usarem o carro andassem de ônibus, significaria uma redução de 60 automóveis nas ruas, diariamente. Valter destaca que esses 60 carros emitem 30 vezes mais dióxido de carbono do que um ônibus.Em Caxias do Sul, as principais entidades empresariais estão engajadas na implantação de um trem regional. Claro que para a classe o maior objetivo é otimizar o transporte de passageiros e cargas na região. No entanto, indiretamente, eles vão contribuir para a redução na emissão de gases, por transportar um maior número de pessoas e de materiais que seriam deslocadas por vários ônibus e carretas.

Outro exemplo de preservação do meio ambiente são as ações desenvolvidas pela indústria de móveis Florense, sediada em Flores da Cunha. A empresa adota procedimentos que vão desde o controle da origem, forma de extração e produção das matérias-primas, até a destinação final dos resíduos. De acordo com a relações públicas da Florense, Cláudia Biasio, a empresa tem equipamentos com menor consumo de energia e estação própria de tratamento de efluentes. Ela destaca que ser uma empresa responsável com o meio ambiente só traz benefícios a todos os envolvidos.

Além do cuidado ambiental na produção dos móveis, a empresa neutraliza a emissão de gases de efeito estufa emitidos pela produção da revista Florense e dos catálogos da empresa. A revista é trimestral e tem tiragem de 31 mil exemplares, distribuídos pelo Brasil. A compensação e feita pelo projeto Carbon Free, gerido pela ONG Iniciativa Verde. Para saber a quantidade de árvores que devem ser plantadas, a empresa faz um levantamento detalhado de tudo o que foi gasto em papel, tinta de impressão e embalagem. O relatório é encaminhado para a ONG, que calcula quanto dióxido de carbono foi emitido no processo. Cláudia explica que desde que a Florense aderiu ao Carbon Free, há quatro anos, até agora, ela já neutralizou mais de 300 toneladas de dióxido de carbono, com o plantio de aproximadamente mil e 500 árvores.

É indiscutível a importância das pesquisas e desenvolvimento de veículos e combustíveis que diminuíam a emissão de gases poluentes e o aquecimento global. Se a expectativa de colocar um carro ecologicamente correto no mercado, de forma acessível, é de 20 anos, por exemplo, deve-se fazer algo até lá para minimizar os danos ao meio ambiente causados pelos veículos atualmente utilizados. Do mesmo modo, empresas que causam poluição, sejam elas de pequeno ou grande porte, devem tomar uma atitude para minimizar a emissão de gases de efeito estufa. Se você é um cidadão consciente, procure otimizar o uso do carro e tente andar mais de ônibus. E se você é empresário, busque utilizar equipamentos com menor consumo de energia e diminuir os resíduos, além de dar o destino correto a eles.



Fonte: Radio Caxias - www.radiocaxias.com.br